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25 de fev. de 2014

Quimera

Escondida na penumbra
Dançando com o vento,
e as folhas secas do outono passado
Faz de conta que se esconde de mim
Enquanto finjo que não a percebo.
Esse monstro que me assusta
Essa quimera que me causa horror,
Espera o momento certo para me derrubar,
Sabendo que vou recebe-la com um abraço,
-Não merecido,
Mas necessário.
           "Ana Maria Camargo"

20 de fev. de 2014

Rompimento

Segurei sua mão por longo tempo
Te abracei menos que queria
Te chamei de irmão.
Desde quando mentiu para mim?
Até onde ia a confiança em mim que eu tratava como ilimitada em você?

Conhecia meu passado, presente e mente
me fez rir e chorar
Você sempre soube como ser o irmão mais velho preferido.
Mas quando você decidiu que eu não precisava mais de você?
Você nem mesmo me perguntou sobre...
Simplesmente foi embora,
sem se importar com a cicatriz horrivel que estava deixando para trás,
Sem me dar ao menos uma boa explicação.
          "Ana Maria Camargo"

10 de fev. de 2014

E

Enquanto sorri
E alegra meus dias,
Exorcisa sem saber os meus demônios,
E me põe a dançar tango
    _sem saber o que faz, me salva.
E eu penso na incoerência,
E na sorte
Evitando os rodopios
E sorrindo
     _por gostar de alguém mais que de ursos polares e bombons.

           "Ana Maria Camargo"

3 de fev. de 2014

Jogo de luz

Percebi então,
Que dessa vez estava tudo certo.
Enquanto seguíamos em direção contrária ao por do sol,
Nossas sombras de mãos entrelaçadas, dançavam.
E sobretudo, se completavam.

                    "Ana Maria Camargo"