Criei coragem
Joguei fora as suas coisas
Abri lugar nas minhas gavetas para o que está por vir.
Tranquei as portas do meu passado,
descobri que essas chaves abrem novas portas.
Estou inteira,
Ou pelo menos o que sobrou de mim.
Estou à espera de um novo desastre,
vendo meu mundo de ponta cabeça,
e me toco que esse é o lado certo.
O ontem não me serve mais,
como uma chuva fria, em um dia quente,
Me pegou desprevinida e me fez bem.
À mercê de um mundo novo.
Enfim vejo que na minha casa também existe um jardim.
"Ana Maria Camargo"
E de todas as formas que tentou, descobriu que de alguns pensamentos ela só conseguiria se libertar com as palavras...
24 de mar. de 2014
Varanda
21 de mar. de 2014
Tempo versus sonhos.
"O tempo torna-se cada vez mais fugaz, assim como a minha vida. Não tenho mais tempo de checar minhas correspondências, que por sinal sempre chegam atrasadas e trazem consigo contas exorbitantes.
O café da manhã não é mais o mesmo. Meus avós aproveitam o começo do dia para papearem sobre sonhos e pesadelos da noite anterior, já eu aproveito com um sorriso amargo no rosto, amargo como meu eterno cansaço.
A cadeira posicionada na sala de estar me convida a sentar e refletir sobre a vida. Em meio a tantos pensamentos, minha preocupação se fixa unicamente no trânsito caótico de todos os dias que me deixam impaciente, no elevador que poderá quebrar e nas inúmeras tarefas a fazer.
Saudades do tempo em que eu podia dormir sossegada nos ombros de meu avô e ouvi-lo contar sobre meus tão queridos contos de fadas. Ah, lembro-me dos tempos em que eu queria ser uma princesa e ter uma carruagem mágica. Mas a vida real não nos dá carruagens, nem fadas madrinhas. Nós que traçamos nossos finais felizes, entretanto o tempo não nos permite.
Às vezes me vejo pensando no que eu poderia fazer de diferente na vida: voar de asa-delta, viajar no mundo em oitenta dias ou ir ao espaço. Mas não passam de simples pensamentos idiotas.
Ah, como eu queria poder aproveitar o começo do dia papeando sobre sonhos e pesadelos da noite anterior com meus avós. Todavia a bolha da pressa não me permite, sou escrava do tempo e não consigo me desprender dele. Como eu queria ter uma varinha de condão e voltar ao passado."
Escrito por Gabriela Alves...Recomendo: http://rascunhocomcafe.blogspot.com.br/
O café da manhã não é mais o mesmo. Meus avós aproveitam o começo do dia para papearem sobre sonhos e pesadelos da noite anterior, já eu aproveito com um sorriso amargo no rosto, amargo como meu eterno cansaço.
A cadeira posicionada na sala de estar me convida a sentar e refletir sobre a vida. Em meio a tantos pensamentos, minha preocupação se fixa unicamente no trânsito caótico de todos os dias que me deixam impaciente, no elevador que poderá quebrar e nas inúmeras tarefas a fazer.
Saudades do tempo em que eu podia dormir sossegada nos ombros de meu avô e ouvi-lo contar sobre meus tão queridos contos de fadas. Ah, lembro-me dos tempos em que eu queria ser uma princesa e ter uma carruagem mágica. Mas a vida real não nos dá carruagens, nem fadas madrinhas. Nós que traçamos nossos finais felizes, entretanto o tempo não nos permite.
Às vezes me vejo pensando no que eu poderia fazer de diferente na vida: voar de asa-delta, viajar no mundo em oitenta dias ou ir ao espaço. Mas não passam de simples pensamentos idiotas.
Ah, como eu queria poder aproveitar o começo do dia papeando sobre sonhos e pesadelos da noite anterior com meus avós. Todavia a bolha da pressa não me permite, sou escrava do tempo e não consigo me desprender dele. Como eu queria ter uma varinha de condão e voltar ao passado."
Escrito por Gabriela Alves...Recomendo: http://rascunhocomcafe.blogspot.com.br/
17 de mar. de 2014
Eus
O bom e o mau. O que não penteia o cabelo e o que gosta de cortar socialzinho. O da camiseta do Metallica e o da camisa social. O que gosta de pizza amanhecida com vinho barato e o que prefere Outback. O que age e o que pensa. O que chora e o que engole o choro. O que ri e o que sorri. O que sonha e o que dorme. O que bate de frente e o que dá o braço a torcer, o que abraça e o que dá o tapinha nas costas, o Caloi e o carro quatro portas. O Zé e o José. O refrigerante e o café, o imaginário e o real.
"Vinicius L. Veçoso"
"Vinicius L. Veçoso"
Loja de doces.
Falar e pensar sem censuras, sem medo e sem dúvidas. Crescer sem limites, com barreiras prontas para serem superadas. Ser novo de alma e de coração. Sem medo de erros e cheirar a rebeldia. Viva e deixe morrer (sábio Paul). Brincar com a sorte, fazer roleta russa com 5 balas...e se der errado? Paciência, a gente dá um jeito. O fim do mundo ainda está longe afinal. Sentir sempre a sensação do primeiro beijo que você deu na vida...algo provavelmente ruim, mas que você no fundo adorou e se tornou inesquecível. Corte apenas papel crepon para fazer uma colagem horrível para sua mãe e que ela achará linda...Mostre para todos sua tatuagem de chiclete e se ache fodão por causa disso. Cante no seu inglês todo errado em volume máximo. Dance como se ninguém pudesse te ver e tire fotos em poses estranhas. Vá...faça o que você tem vontade. Escreva com o coração e não com a razão. Diga eu te amo e tampe os ouvidos se a resposta for negativa. Acredite naquilo que mais lhe conforte. Fuja da realidade o mais rápido possível.
"Vinicius L. Veçoso"
"Vinicius L. Veçoso"
13 de mar. de 2014
Encruzilhada
Onde você foi?
Por que você partiu?
Não sentia à tempos a felicidade
E o amor que sinto
Quando estou com você.
Mas por que está tão frio
E tão vago
Quando a distancia chega?
E os velhos medos me encontram
Numa mesma rua conhecida
Os recebo como antigos amigos
E não sei se pego a encruzilhada
Que me faz fugir dessa dor
Ou enfrento esses monstros
Com o que me resta do meu amor
"Ana Maria Camargo"
9 de mar. de 2014
Entrega
E tem uma parte de mim,
que insiste em desconfiar.
Que teima
no não se apegar.
E que chora em silêncio,
pois sente falta de apego
e que sente medo demais,
para se entregar sem pensar.
"Ana Maria Camargo"
que insiste em desconfiar.
Que teima
no não se apegar.
E que chora em silêncio,
pois sente falta de apego
e que sente medo demais,
para se entregar sem pensar.
"Ana Maria Camargo"
E agora?
E foi com o tempo
como aquele sorriso bobo,
aquele dia chuvoso,
aquele pé de meia furado.
E veio com o vento,
o seu perfume,
seu cheiro,
Me inundar de paixão.
E agora o que faço
com aquele velho laço,
que teima em apertar meu pobre coração?
"Ana Maria Camargo"
como aquele sorriso bobo,
aquele dia chuvoso,
aquele pé de meia furado.
E veio com o vento,
o seu perfume,
seu cheiro,
Me inundar de paixão.
E agora o que faço
com aquele velho laço,
que teima em apertar meu pobre coração?
"Ana Maria Camargo"
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