Sabe, não sei ao certo quando parei com isso, isso, de rimar e usar linhas para descrever as coisas que tem me deixado maluca. Também não sei ao certo quando passei a precisar de diários. Quando as coisas passaram a ficar tão confusas, quando foi que eu me perdi de mim? Quem era eu de meio minuto atras?
Não sei quando passei a ter medo de mim e do que escrevia, não sei quando passei a policiar meus lápis e a censurar meus pensamentos antes mesmo de dar à luz a eles no papel pardo do meu caderno velho.
Você consegue me acompanhar? Eu talvez não esteja escrevendo coisa com coisa, isso tem sido um pouco normal, por favor complete os espaços com dinossauros abstratos ou fatos quaisquer.
Só sei, que ele tem me feito sorrir, mais do que em todo tempo antes, mas também ele me deixa triste como ninguém. Ele é inocente desse abismo com o qual em algum momento eu me deixei cair, e finjo tão absurdamente que tudo está bem.
Ele se chateia ao me ver com os olhos vermelhos e o nariz escorrendo,e depois de algumas vezes percebi que é melhor deixá-lo fora disso.
Tenho soado tão confusa, até para mim, que apenas estou cada dia mais me desconectando pouco a pouco do mundo, talvez, bem talvez, se eu tomar uma dose bem grande e frequente dele, eu possa passar a ficar mais leve.
Eu apenas queria te contar isso... mesmo que talvez você esperasse outra coisa, ou mesmo não tenha entendido muito bem. Mas algumas coisas estão mudando, e eu estou apenas tentando achar alguém que não tente me explicar para mim mesma.