Da boca aos pés
Das mãos ao coração.
Um pequeno cafuné
Ou um afago qualquer.
Como desgostar de um mimo,
Quando disso é tudo o que você pode precisar no momento?
"Ana Maria Camargo"
E de todas as formas que tentou, descobriu que de alguns pensamentos ela só conseguiria se libertar com as palavras...
29 de ago. de 2014
Carência
20 de ago. de 2014
Doce
À meia luz
Amei a luz
Que com seu brilho,
Me lembrou um sorriso,
Me arrancou um suspiro
E embalou meu sono
Em sonhos doces.
"Ana Maria Camargo"
Metade
Meio dormindo,
Meio acordada.
Meio sonho,
Meio dia.
Meio plano,
Meio acaso.
Meio triste,
Meio feliz.
Meio cheia,
Meio vazia.
Meio agitada,
Meio descontente.
Meio certa,
Meio avessa.
Meio meio,
Meio inteira.
...
Muitas metades que me fazem uma, uma só, mas muitos meios.
"Ana Maria Camargo"
17 de ago. de 2014
8 de ago. de 2014
Aviso
Alto!
Perigosamente alto!
Nível de alegria excedido!
E mais uma vez os demônios tomaram posse,
E o céu esfumaçado sugou meu sorriso.
Gastei a cota de felicidade do mês sem pensar,
E agra estou fingindo.
Uma farsa,
Um sorriso frio e discimulado,
E uma vez mais ignorei o aviso,
Mesmo já sabendo do que me aguardava.
"Ana Maria Camargo"
4 de ago. de 2014
Engarrafamento
Garrafas.
Várias delas.
Cada uma com um conteúdo,
Cada dose uma reação,
Cada reação uma consequência.
Cada um possui um exemplar,
Do mais refinado sentimento destilado.
Um líquido roxo, ou talvez azulado?
De pura felicidade engarrafada.
Os desastrados as vezes as quebram,
E as perdem.
Os desesperados consomem de uma só vez,
E após o porre, não resta nada.
Os precavidos a tomam de pouquinho em pouquinho,
Nunca sabendo qual a sensação plena.
Os mais afortunados tropeçam em alguém,
Que aceite misturar as felicidades.
E juntos dividirem os goles,
Juntos racionalizam,
E vez por outra se permitem tomar uma ultra-dose,
E se embebedarem da boa e velha felicidade.
"Ana Maria Camargo"