Garrafas.
Várias delas.
Cada uma com um conteúdo,
Cada dose uma reação,
Cada reação uma consequência.
Cada um possui um exemplar,
Do mais refinado sentimento destilado.
Um líquido roxo, ou talvez azulado?
De pura felicidade engarrafada.
Os desastrados as vezes as quebram,
E as perdem.
Os desesperados consomem de uma só vez,
E após o porre, não resta nada.
Os precavidos a tomam de pouquinho em pouquinho,
Nunca sabendo qual a sensação plena.
Os mais afortunados tropeçam em alguém,
Que aceite misturar as felicidades.
E juntos dividirem os goles,
Juntos racionalizam,
E vez por outra se permitem tomar uma ultra-dose,
E se embebedarem da boa e velha felicidade.
"Ana Maria Camargo"
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