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31 de out. de 2014

Incrédula

Exponho-me nua
Diante de olhos que nada veem.
Apresento detalhes de minha vergonha,
E explico singularidades de minha aversão.
Confidencio às paredes detalhes significativamente
Insignificantes.
Mostro-me nua de alma
Aquele que pouco caso faz da raridade,
Dos meses de coragem,
Das despregas de vaidade,
Acumuladas para admitir minha podridão.
             "Ana Maria Camargo"

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