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11 de nov. de 2014

Pantomima

A suposta beleza da carne
Disfarça a podridão da alma
Aliás, que alma?
Sendo corroída de dentro para fora
Me matando aos poucos de fora para dentro.
Maquiagens de alegria, e
suspiros de dias bons
Camuflam e escondem dos olhos alheios o que ninguém devia conhecer.
As risadas fartas
E os lábios que sorriem,
Como um tule por cima
De lágrimas incessantes
E uma boca rachada em desespero.
             "Ana Maria Camargo"

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