Olho por cima do ombro
E não vejo mais aquela antiga estrada
Aquela alma quebrada e por horas desagradável continua aqui
Mas agora,
como convidada.
A velha casca cheia de cicatrizes ficou para trás,
envolta numa bruma de fumaça e afundada em uma poça de vinho barato.
Agora me acompanham somente a dor refinada,
E o frio de um inverno fora do normal.
Essa estrada nova é ampla,
mas com quase nenhuma luz.
Um passo errado e cairá no abismo (novamente)
Me disse alguém.
E agora sigo tentando remendar o que ficou,
E não lembrar mais daqueles dias.
Mas sei que é em vão,
tentar fugir dos risos e mesmo das falsas alegrias.
"Ana Maria Camargo"
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