A imensidão do espaço sobre minha cabeça me consome.
Quem sou eu, além de meu próprio deus e ego.
Qual dia é hoje no calendário dos dias que não passam?
O universo me confunde, me puxa e empurra, me abraça como a um irmão e então me escurraça como a um inimigo.
Me deito na relva e uma por uma dou um beijo de boa noite nas estrelas, enquanto a Lua me sussurra as boas novas em meio à lágrimas.
Os milhões de pontos que vejo chegam em horas luz de atraso, segundo uma ampulheta da qual nem um grão muda de lugar
Sinto o orvalho em minhas costas e semicerro meus olhos ao receber o cálido afago do amanhecer em meus pés.
Estou a festejar minha vida e minha morte no alto dessa colina que cai como uma montanha russa verdejante,
em uma única hora sagrada e só minha,
em meu templo sagrado e particular,
em meu eu.
"Ana Maria Camargo"
E de todas as formas que tentou, descobriu que de alguns pensamentos ela só conseguiria se libertar com as palavras...
28 de jan. de 2014
Amanhecer de mim
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