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14 de mai. de 2014

Aos corvos que espreitam minha felicidade

Por quantas vezes alguém pode se perder em sua própria mente e ainda encontrar o caminho de volta? As opções criativas estão se esgotando, os pedidos de ajuda cada vez mais raros, a garganta doída e rouca por gritar pedidos de ajuda para as paredes.
Por quantas noites mais é necessário permanecer em claro, por culpa de pensamentos assustadores que assombram e a cada piscar de olhos lhe faz entrever monstros que se alimentarão dos seus raros sorrisos do dia?
Ninguém deveria ser obrigado a suportar isso em silêncio.
Ninguém deveria estar tão só.
Ninguém deveria suportar esse fardo sobrehumano.
Construir pilares em areiais e apoiar sonhos em ilusões.
Depositar confiança em quem não merece um sorriso e passar a desconfiar de todas as mãos estendidas.
Prender o sorriso no rosto, engolir o choro e esconder as cicatrizes de outrora, quando todo o bálsamo necessário seria um colo para chorar e alguma sincera afeição.

                 "Ana Maria Camargo"

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