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14 de mai. de 2014

Conto de falhas

Ruínas por todos os lados,
De um castelo supostamente impenetrável.
As cortinas rasgadas,
As janelas quebradas,
Me fazem ver coisas cruéis das quais preferiria me esconder.
Minha roseira sem nenhuma flor,
Um sapato eternamente sem par,
Um pesadelo eterno sem nenhuma cura mágica...

Parada no tempo,
Onde nem sequer um grão de areia muda de lugar.
Estou sentada no fundo do salão,
Olhando a varanda e o jardim.
A única coisa que vejo passar por mim são as memórias,
De um passado que não quero aceitar ser o meu,
Que espero ser de outra pessoa que larguei por aí.
Estou simplesmente à espera,
De ao menos um final
Ao meu conto de falhas.
   
                  "Ana Maria Camargo"

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