Quando confrontada com as verdades
Que jaziam ali discretas
Tais quais calos nos pés em uma longa caminhada,
Me senti pulsando
Não como alguém em vida,
Ou em algum surto de alegria,
Mas sim como em um abraço frio,
No qual a cada temor
Tive o desprazer de sentir esvair-se.
Congelar-se.
Desfazer-se.
As euforias do dia.
E mesmo colocando ali,
Aquele amparo, o tal curativo
Pude ainda sentir o incômodo.
Talvez o sapato já não sirva mais,
talvez os pés tenham mudado,
Mas o que ficou foi o calo
Roubando os detalhes alegres do caminho.
E de todas as formas que tentou, descobriu que de alguns pensamentos ela só conseguiria se libertar com as palavras...
19 de set. de 2016
O calo
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