Nas luzes rápidas do tráfego, a cidade semi-adormecida, submersa em grossos cobertores para fugir do frio dos corações alheios, paro no meio fio.
Pendente.
Dormente.
Pensante.
Em meio a devaneios de fachadas cinzas, me pergunto como a dor de um passo a mais é relativa.
Forte,
Distante,
Fugaz,
Latente,
Estranha,
Potente.
Indiferente.
E acordo no próximo ponto,
Aguardando a rotina de mais um dia a iniciar
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