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29 de set. de 2013

O mundo além do mundo.

 "Talvez somos observados, vistos como um programa de televisão. Somos uma novela, somos os atores e eles os roteiristas. Pequeno demais para sermos só nós. Egoísta e egocêntrico demais também. Devidamente assustador, certamente verdadeiro. Tabu para a sociedade, para o governo, cômico para a imprensa, louco para os não lunáticos e até demoniaco para os religiosos. Não importa. Cinzas, verdes, reptilianos ou até marcianos. Escolha a cor, a raça, o modelo. Além do lado oculto da Lua, algo além dos nossos olhos, do nosso tempo e da nossa compreensão. Algo que talvez seja apenas para vender livros e filmes, algo que seja para explicar a nossa existência"

"Vinicius L. Veçoso"

25 de set. de 2013

A beira mar.

"Piso descalço na areia. O som do mar toma conta da minha mente. Observo o horizonte e imagino o que esta além dos meus olhos. Não com o pensamento de quem sabe o que é, mas com o pensamento de uma criança que sonha livremente. Uma mistura de medo, curiosidade e querer ir. Fico por aqui, a beira mar, fazendo meus poemas, tentando ler seus pensamentos e decifrar os meus...com a esperança de que você apareça do nada, como uma criança que sonha sem limites"

"Vinicius L. Veçoso"

Nula

Eu só queria ser mais corajosa, e me deixar levar pelos sentimentos que me perseguem.
Não vivo nem meus sentimentos de alegria, nem de ódio por mim mesma, plenamente, devido à constante navalha que fere minha carne e alma.
Incapaz de me refugiar em ninguém, caindo lentamente em vícios viz, sorvendo o último gole de álcool, ou enchendo meus pulmões com uma última tragada de um cigarro roubado.
Estou a cada dia fazendo um funeral de mim mesma, de mil maneiras diferentes, com meus sonhos e desejos que já não existem mais, e se acumulam em uma pilha pesada e putrefata, que se acumula aos meus pés, e me impedem de prosseguir.
Mas me falta a coragem de dar um fim à isso. Não me agrada a dor, nem a dor dos poucos que me amam. Eu só quero o fim.
Cansada de ser uma existência nula e vaga, que vaga sozinha em meio à multidão, cada vez mais sem resquícios de felicidade genuína ou amor próprio, somente fingindo, quando por acaso alguém me nota, que tudo está bem.
Visto meu melhor sorriso, e coloco um véu sobre meus olhos, para que ninguém seja capaz de ver minh'alma ferida, e continuo caminhando esperando algo ou alguém, que me de a coragem necessária para acabar com isso de uma vez.

23 de set. de 2013

Os falsos fatos.

"Quem foi que disse que homem não chora? Quem foi que disse que há tempo para tudo? O que vale é tempo ou intensidade? Quantidade ou qualidade? Estar bom é realmente bom?. Creio que as coisas estão erradas, sem foco. Acorde, a vida é uma só. Faça o que você achar melhor, sem prejudicar ninguém, sem se prejudicar."

"Vinicius L. Veçoso"

20 de set. de 2013

Paradoxo

Farta de sorrisos falsos, de rostos vazios.
Olho ao meu redor e vejo cenários ensaiados, scripts decorados e seguidos à perfeição. Eu não me enquadro em nenhum lugar.
Talvez por perceber a encenação ou pela vontade de gritar até ficar sem voz.
Sou sã demais para fingir essa insanidade coreografada, ou talvez paralela demais à tudo, para que seja aceitável ser quem eu sou, sem remédios antipsicóticos.
            "Ana Maria Camargo"

17 de set. de 2013

Fuga

Cansada de tudo, nada mais tem os mesmos sabores.
Procurando uma fuga alternativa, um reino escondido no qual tudo faça sentido.
Acho que nasci no tempo errado, na vida errada, uma vez que sou somente algo na borda da existência, somente mais uma vida chata e inútil.
Com tantas pessoas no mundo somente existindo, sem viver, para que ser mais um?
Quero escapar desse lugar, desse plano, de tudo.
Quero o nada, para que eu possa pintar com minhas cores, chega de viver pelos outros.
Somente uma vez, gostaria de poder viver por mim, porém, sou incapaz de fugir de tudo ainda em
vida...
                "Ana Maria Camargo"