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16 de ago. de 2013

Valsa

Orbes negras, um sorriso deliciosamente cruel.
Me chama para seus braços
Esperando um deslize
A ultima nota da minha valsa
Um passo sem volta
Ele reconheçe meus temores e remorsos
Um demonio que me seduz a cada hora que passa
Sendo puxada quando estou a um fio de me entregar em suas mãos
Algo me arrasta a mais uma volta
Mãos invisiveis me prendem e me fazem dançar
Nao quero mais isso
Quero descansar aos braços do demônio
Mesmo sabendo das mil torturas reservadas à minha alma
Meus pés esfolados nao aguentam mais dançar
Tantas voltas me enojam, e estou a somente um passo novamente
A espera de algo afiado o suficiente que me separe desse fio invisivel com a luz.
                 "Ana Maria Camargo"

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